segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Buenos Aires cervecera

A cerveja foi uma das estrelas da viagem. Guiados pelo mapa do site Logia Cervecera fomos em busca de novos aromas e sabores.

O primeiro bar que visitamos foi o "Buller Pub & Brewery". É muito legal experimentar a degustação dos chopes locais, e muito em conta também. O pub tem mesas ao ar livre em frente para o famoso cemitério da Recoleta, que vem muito a calhar em dias quentes. Todas as cervejas são realmente boas e destaque vai para a Oktoberfest, muito maltada e refrescante.

De Buenos Aires 2009 web



Na nossa rápida passagem pelo bairro de Palermo Viejo, tomei uma cerveja "Otro Mundo Golden Ale" no Prologo Bar. Uma ale suave bem razoável, que ajudou a espantar o calor e a digerir o picada de frios, que deixou muito a desejar.

Na noite seguinte, a aventura mais arriscada: ir conhecer o "Spangher", no afastado bairro de Vila Urquiza. O "Spangher" se revelou um pequeno bar de bairro mantido pelo senhor Daniel Spanghero, que apesar da carranca portenha foi muito simpático. A cerveja do local foi apenas razoável, achei um tanto aguada e sem personalidade. Em compensação a picada de frios era de primeira linha.

Para terminar a noite, já a caminho do hotel, passamos pelo Gibraltar Bar, em San Telmo. Foi lá a surpresa cervejeira da viagem. Em uma torneira vintage, em que a pressão é feita à manivela, eles tiram o chope Kingston Scotch Ale, servido a mesma temperatura do porão. Muito corpo e lúpulo nesta cerveja cor de cobre e turva. Por 13 pesos, tive que tomar outra.

Na última noite fomos conhecer o "Cruzat Beer House". Comecei experimentando um dos chopes da casa. Fui de American Pale Ale, e assim como a Dry Stout do Buller, o sabor de papelão dominou todos os outros sabores. Acho que dei azar. Para compensar pedi uma Gülmen Barley Wine e não me arrependo. Muito complexa, com início seco e depois um leve frutado, como de uvas passas.

A despedida de Buenos Aires foi no bar que mais gosto na cidade, o El Federal. Para mim este bar resume a experiência Porteña. Balcão e mobiliário antiqüíssimos e um cardápio extenso, com todos os standards da cultura botequeira local. Servem chope artesanal, que parece ser da marca Imperial. Tomei o colorado, mas não me perguntem qual o estilo dessa cerveja. Baixo amargor e carbonatação com final levemente adocicado. Era avermelhada e turva. Pode não ser o melhor chope da cidade, mas o cenário faz valer a pena cada gole.

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Depois de alguns dias de muita cerveja em Buenos Aires posso dizer que a cultura cervejeira está muito bem estabelecida por lá. Ótimos bares com ótimas cervejas.
Para mim é impossível não comparar com São Paulo. Não sei se é por uma questão cultural, nacionalista ou apenas econômica, mas tive a impressão que por lá a cultura cervejeira está muito mais voltada à produção local, diferente daqui onde valorizamos bastante os rótulos importados. Em Buenos Aires é muito mais fácil achar bares que vendem cervejas especiais locais do que é em São Paulo. Já os bares, enquanto em SP eles esbanjam requinte, em BA sobram em personalidade.

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