terça-feira, 12 de junho de 2007

Resumão - Segunda Semana

Bom Pessoal,

Peço desculpas aos leitores por não ter mantido o blog atualizado na segunda semana da minha viagem. Então aqui vai um resumão:



Segunda-Feira 4 de junho

Acordei ainda de ressaca do festival. Levantei correndo pois tinha que fazer o check-out do albergue. Minha temporada no Gothic Point Hostel tinha acabado.
Era feriado em Barcelona, tudo estava fechado. Fui passear no Parc de la Ciutadella. Essa parque foi um dia uma cidade fortificada, que foi demolida para a feira mundial de 1888.


















Depois do passeio pelo parque fui pegar o trem para voltar a Sant Celoni. Esta semana ficarei hospedado na casa da minha irmã. No caminho para estação encontrei o maior supositório do mundo.
























Terça-Feira, 5 de junho

Foi dia de preguiça e algumas compras. Até que Sant Celoni é uma cidade bonita. Vejam o prédio da prefeitura e a igreja.






















Quarta-Feira, 6 de junho

Fui conhecer os arredores de Sant Celoni. Nas montanhas atrás da cidade está situado o parque natural de Montseny. Subimos por uma estradinha sinuosa até uma vila chamada La Costa del Montseny.




























Quinta-Feira, 7 de junho

Fomos para a praia ! O litoral norte da Catalunha é conhecido como Costa Brava. É uma região muito vistada por turistas de toda Europa. Logo pude perceber isso ao chegar em Tossa de Mar.
Nesta cidade a parte nova lembra muitos os balneários popular da baixada santista, com muitos idosos alemães e americanos. Mas o trunfo de Tossa é a cidade velha, que ainda preserva algumas torres, parte da muralha e muitas ruas com seu traçado original.























Na seqüência seguimos para Calella de Palafruguell e Llafranc. Essas duas praias são exatamente o que eu imaginava de uma vila no Mediterrâneo. Casas branquinhas, senhores bigodudos de camisa aberta fumando charuto num café a beira-mar, moças em topless... Sem falar da água calma e de um transparente esverdiado.


































Sexta-feira, 8 de junho

Na sexta voltei a Barcelona, para me despedir da cidade. Rodei, fiz fotos, tomei cerveja. Foi o dia mais quente da viagem até então, assim logo fui parar na praia. Barceloneta, um bairro antigo de pescadores e trabalhadores do porto, foi construido sobre um aterro. Fica entre o porto "mesmo" e o porto "olímpico". A praia do mesmo nome também é um aterro, foi feita para as Olimpíadas de 1992. Estava muito movimentada nesta sexta-feira, por sua localização central, é ponto de encontro de turistas e perdidos em geral.





Oproveitei o final da tarde para fazer muitas fotos da arquitetura da cidade.























Sábado, 9 de Junho

Mais um dia de praia. Fui com minha irmã e meu cunhado para a Costa Brava mais uma vez. o destino era Cadaques. Uma pequena cidade cercada por campos de oliveiras, é conhecida entre outras coisas por ter sido morada do pintor Salvador Dalí.

















sexta-feira, 8 de junho de 2007

Suffragette City


Domingao de sol em Barcelona. Fui comer uma paella com minha irma e meu cunhado na praia. As praias na cidade ñao sao as mais bonitas, mas almoçar em um restaurante pé na areia nunca é ruim. Depois do almoço fomos conhecer Colonia Guell, uma vila operária no subúrbio de Barcelona. Nesta vila há uma igreja projetada pelo arquiteto Gaudí entre outras construçoes interessantes.
























A noite teve a festa de encerramento do Primavera Sound 2007 na Sala Apollo. A festa contava com shows do Malajube e Of Montreal entre outros.






Malajube faz um rock horas pesado e outras horas bem radiofônico. As musicas sao grudentas mesmo sendo cantadas em francês. Já conhecia as músicas, entao me diverti fingindo saber canta-las.










Mas o sensaçao da noite foi mesmo o Of Montreal. Fantástico o show deles!! Sao uma mistura de Flaming Lips com Scissor Sisters. As músicas soam pop e psicodélicas ao mesmo tempo, há momentos chiclete e outros beeem viagem. A performance deles contribui muito para isso, com projeçoes malucas e figurinos divertidos. Encerraram o show com uma versao maravilhosa para "Suffragette City". Que forma genial de encerrar um festival !!!!





















Consideraçoes finais sobre o Primavera Sound 2007 :



Architecture in Helsinki ñao é da Finlândia e Of Montreal ñao é do Canadá.


Os shows que queria ter visto mas ñao foi possivel:
Herman Düne, Comets On Fire, Fennesz & Mike Patton, The Rakes, Low, Spiritualized, Wilco, Grizzly Bear..... ou seja quase todos.


O top five:
Sonic Youth
Billy Bragg
Of Montreal
Architecture in Helsinki
Justice

terça-feira, 5 de junho de 2007

Jaca con Jamón

Sábado a tarde fiquei de bobeira. A jaca da noite anterior estava pesando. Fiquei enrolando no albergue até a hora do almoço, que na España é depois das 14h. Deu um rolê pelo centro e já era hora de rumar para o Parc del Forum.







Terceira noite do festival:

O último dia de Parc del Forum começou pelo auditório novamente, para o show do Jonathan Richman. Já sou fa dos Modern Lovers a algum tempo, entao estava ansioso. Mas ao invés do roquezinho singelo dos Modern Lovers, o que assisti foi o show de um trovador espanhol. Esta é a encarnaçao mais recente do Richman.
Apenas com um violao e acompanhado de um baterista, ele cantou muitas músicas de sua carreira solo em versoes em espanhol, dançou e fez muita pose. Ñao poderia esperar muito de um coroa breaco em cima do palco. Até que o show foi divertido. A decepçao foi ñao ouvir sequer uma cançao dos Modern Lovers.




Direto para o palco Estrela Damm. Onde tocava o The Long Blondes numa deliciosa tarde de sol. Assisti a parte do show sentado no gramado. A banda faz um rock com enfluencias obvias do glam rock e anos 80, com uma pegada legal, ñao muito chiclete.










Mas estava mais curioso para ver o Durutti Column. Connhecia o seu album clássico "The Return of the Durutti Column" que é um primor de rock experimental. Sem ser cabeça, faz belas músicas instrumentais com guitarras e teclados. E digo que em quase trinta anos de carreira o som de sua guitarra ñao mudou nada. Grande show para um fim de tarde, que reuniu o público mas maduro do festival.







Na seqüencia corri para ver o Architecture in Helsinki desde o começo. E que grande banda POP sao esses. Tem tudo para estourar. Lembram um pouco B-52 e Talking Heads, mas as cançoes sao muita mais bem elaboradas, com diferentes instrumentos e vocais e mudanças repentinas na dinamicas nas músicas. A banda tem 6 membros que se alternam toda hora entre os instrumentos. Vale muito a pena conferir !






Logo depois teve a Patti Smith. Grande figura essa mulher !! Reuniu um boa banda para tocar um rock sonoridade clássica. Ñao gostei tanto das versoes que fez no seu último para musicas como "Guimme Shelter" e "Smells like teen spirit". Mas sai do chao quando tocou"Gloria".


Depois dessa fui assistir sentadinho ao show do The Good, The Bad and The Queen. Essa é a nova banda do Damon Albarn (Blur, Gorillaz) e do Paul Simonon (The Clash). Eles fazem um som super bem produzido, uma espécie de pop-rock adulto moderno. Infelizmente foi meio complicado assistir ao show pois tocaram no palco mais central do festival, do qual se podia ouvir o som dos outros palcos. Como shom do The Good(...) é menos barulhento, com piano e quarteto de cordas(além dos tradicionais guitarra-baixo-bateria), a coisa ficou muito embaralhada...




Bom, o próximo show era o mais aguardado por mim. Merece até uma breve introduçao. Em 1995 comprei o CD "Daydream Nation" do Sonic Youth numa loja de discos (que existe até hoje) no Conj. Nacional, na Av. Paulista. Havia um lote inteiro do disco a venda em uma cesta de descontos por R$8,00, pois deveria estar encalhado. Naquela época eu era um adolescente que gostava de Queen e Heavy Metal. Tudo que conhecia d Sonic Youth era a musica "Sugar Cane" (que tocava nas radios 97rock e Brasil2000) e o clipe da música "Bull in the Heather" (que passava na MTV). Assim, foi a partir desse disco que me interessei pelo tal de rock alternativo.





Tudo isso para dizer que tive a honra de estar presente no show que abriu a temporada em que a banda irá tocar este disco clássico, na íntegra. Bem ao estilo "Pulse" do Pink Floyd. Talvez nem tanto assim, pois diferente do Pink Floyd, neste show o Sonic Youth interpretou ou invés de mimetizar seu grande clássico.
Mesmo sendo um grande show, dava para perceber um certo desconforto com a proposta do show. Como se fosse uma provaçao, em alguns momentos pareceu que eles estavam fazendo aquilo mais por que deveriam do que porquê estariam entusiasmados com a idéia. Prova disso foi a parte do show dedicada ao disco ñao durou mais do que a duraçao do próprio. mMas logo voltaram para um longo bis onde só tocaram músicas "do século XXI". Nesta parte do show a banda demonstrou toda a empolgaçao que os fas queriam ver. Assim, o saldo foi altamente positivo. Eles continuam sendo a maior banda de rock alternativo de todos os tempos.



Depois dessa paulada ainda consegui pegar um trecho do Buzzcocks. Sem sombra de dúvida é uma das grandes bandas de punk rock ainda em atividade. Deu para acompanhar clássicos como "Why can't I touch it?" e "Noise annoys". Mas me faltou a energia que esse show exigia.




Entao foi procurar algo mais calmo e encontrei Múm. Posso afirmar que a Islândia é mesmo uma terra de fadas, pois a Björk ñao é a única. As vocalistas dessa banda vem da mesma terra. Qualquer descriçao dessa banda pode faze-la parecer com Sigur Rós. Mas onde o Sigur Rós deixa melancolia, Múm transforma em suave alegria com pequenos toques de pop barroco e elementos eletrônicos.









Para encerrar os dias de Parc del Forum, o show da banda "surpresa da temporada", Battles, que coincidiria com o Sonic Youth, foi tranferido para o final da madrugada, na vaga deixada pelos Klaxons (acho que ninguem sentiu falta desses).
Putz, chamaram de math-rock, talvez seria como se mas músicas dessa banda funcionassem com uma equaçao de segundo grau, que de cada batida houvesse outra batido como produto. Os caras tocam muito rápido um som que ao mesmo tempo é cabeçudo, experimental e swingado. O guitarrista toca voltado para os seus pedais, o vocalista com seus sintetizadores e o baterista para a sua frenesi, e mesmo assim o som tem conjunto: eles realmente soam como uma banda de matemáticos que tomaram ácido e agora só vêem fractais.




domingo, 3 de junho de 2007

Waiting for the great leap forwards



Na quinta feira foi com minha irma ao Tibidabo. Um parque no alto da montanha, ao fundo de Barcelona, com uma vista espetacular da cidade. No parque há duas igrejas, uma construida sobre a outra. A mais impressionante é revestida inteiramente de mosaicos, em perfeito estado de conservaçao, sao cinco altares com imagens belissimas.
Ainda no alto da montanha, entre as ingrejas e a vista da cidade há um parque de diversoes decadente, do tempo das Olimpiadas. É meio bizarro sair de uma igreja incrivel e ouvir nos auto-falantes aquelas musiquinhas típicas da Disney.





Segunda noite de Festival:

Haja saúde. A segunda noite foi diferente do primeiro antes de qualquer coisa pela faixa etária do público. Ficou claro porque colocaram os "headliners" Smashing Pumpkins e White Stripes juntos no primeiro dia. O "publico alvo" do festival nao e' bem o dessas bandas.






Logo que cheguei foi direto ao auditório para o show do Billy Bragg. É um auditório fechado é gigantesco, para umas 3 mil pessoas. Fica no subsolo de um prédio triangular, logo na entrada do parque.

Dificil ser parcial já que sou fa. Mas o show do Billy Bragg foi do caralho. Tocou várias classicas como "A New England" e "Greetings to the new Brunette". Também mandou mandou músicas novas, onde consegue fazer música de protesto nos dias de hoje sem soar como um pobre nostálgico. Com dominio da pláteia, o Billy Bragg ainda conta piadas (politicas também), e tira sarro do White Stripes e do público. Seu som costuma ser classificado como no-folk, que ñao passa de folk com guitarra (e nada mais). Mas no show suas cançoes ficam com uma pegada mais rock. Com esse show a noite já estava ganha.







O próximo show que peguei foi a segunda metade do Blonde Redhead. Tem uma japonesa insana nos vocais e teclados e sao um sub-Sonic Youth, ou seja, mais uma cria do underground novaiorquino. Assim, no show há desde vocais frageis e sussurrados até sinfonias barulhentas de microfonia.






Ñao sabia o que esperar do show do The Fall, antes desse festival eu nem sabia que estavam na ativa. O The Fall funciona como a banda do chefe, no caso o Mark E. Smith. Ele faz o que quer no show. Entrou no palco no meio da primeira música, que estava sendo cantada pelo guitarrista , e atravessou os vocais. Durante o show fica mexendo nos amps dos músicos, mudou o setup da bateria... mas tudo isso deve ser só para fazer gênero. O fato é que o cara bota a maior banca de tiozinho punk, canta com um olhar desafiador para a platéia. O som do The Fall é um punk rock com teclados. Digamos que eles estao para o punk inglês, o que o Concreteness foi para o hardcore brazuca.







Na sequencia teve o Band of Horses. Até gosto do disco deles, mas ao vivo me pareceu demais com Los Hermanos. Depois de quatro músicas me mandei.




Fui ver o Beirut. Esse sim um show de tirar o chapeu. O cara conseguiu transformar música tradicional europeia em música pop de uma forma inusitada. As cançoes sao delicadas e compostas com diferentes instrumentos de cordas, sopros e alguma percussao. O rapaz franzino, líder da banda, aparenta ñao ter nenhuma familiaridade com tocar para uma multidao, como se aquela fosse a sua primeira apresentaçao. Mas isso nem de longe estragou o show.





Direto para o Modest Mouse. Foi um dos show mais concorridos do festival, apesar de tocarem no menor dos palcos. Tive que assitir ao show sentado na arquibancada. Mesmo assim deu para curtir muito.
É um rock muito bem produzido, mas sem afrescalhar, e eles estao ficando grandes. O público cantou todas as músicas. Tocaram diversas faixas dos 3 últimos albuns, incluindo minha favorita "Float On".





Depois da parada para jantar e descanço, rolou o momento chacota. Dá-lhe Bonde do Rolê. Conhecia as músicas mas nunca tinha visto ao vivo. Vou dizer que eles até que mandam bem, fazem um som piada e parecem estar se divertindo sem se levar a sério (o que também já seria demais). E os gringos adoram, até porque ñao estao acostumados a ver uma garota esfregar o microfone na xana daquele jeito. Dei muitas risadas, entao valeu.






Para finalizar a noite, Hot Chip. Adoro a banda, um dos show que mais queria ver. Talvez pela cansaço meu e pela hora do show, achei meio frio. Tinha tudo para ser interessante. Cinco caras, muitos teclados vintage, uma guitarrinha esperta, mas faltou energia. O momento legal vou imendar Over and Over com um cover de "Temptation" do New Order.







sexta-feira, 1 de junho de 2007

.... and Justice for All

Opa! Nossa como estou moido. E foi so' o primeiro dia do festival.

O Primavera Sound esta' longe de ser um primor de organizacao. O que salva sao o line-up e o lugar, com uma vista linda para a mar refletindo a lua cheia.

Devido as filas para entrar, perdi dois show que gostaria muito de ver: Herman Dune e Comets on Fire.






Logo que cheguei peguei a ultima meia hora do Dirty Three. A formacao da banda e' bateria guitarra e violino, sem vocal. O violinista parece uma mistura de Ian Anderson com Belchior. A banda toca um som entre o Rock classico dos anos 70 (vide Jethro Tull) com po's-rock barulhento.








Na sequencia foi acompanhar no palco ATP o show do Elvis Perkins, o filho do Psicose. Folk Rock legalzinho, mas sem novidade. Haviam referencias claras a Leonard Cohen e Bob Dylan no som dele. Meio manjado ne'? mas tambe'm nao foi ruim.








Dali sai para ver Slint. Bom, chamam de Slow-core. faz sentido mesmo pois o som e' lento, mas muito pesado. Uma mistura de Sonic Youth , Heavy Metal e muuuuita morfina.





na sequencia rolou o Smashing Pumpkins. Ate' que o Billy Corgan esta' em forma. Alem dele so' o baterista e' da fomacao original, mas ele deu um jeito de colocar outra menina bonita na banda. Eles entraram no palco com figurino composto de batas brancas, um tanto messianicos. Acho que o retorno de um guitar hero e' sempre uma acontecimento messianico. O publico correspondeu. O som da banda nao mudou nada. Alternaram sucessos com musicas novas, como manda o manual. Todos sairam felizes.







A surpresa da noite foi o live do Justice. Mesmo acabado nao deu para ficar parado. O som e' como um Daft Punk com mais guitarras. Nos momentos mais "rocker" parecia remix do Primal Scream, para depois virar Disco. No final ,obviamente, rolou "We are your friends". Apoteo'tico !!!


















Devido ao festival Primavera Sound, que ja' tenho os ingressos comprados, nao poderei comparecer ao show da banda brasileira de maior sucesso na Europa (SERA'???). Os Titas tocam neste sabado e domingo em Barcelona.

quinta-feira, 31 de maio de 2007

Oslo?

Dois albergues em menos de 24 horas.... E nem isso me tirou do se'rio. Acho que agora finalmente estou instalado pelas proximas 4 noites. Esse albergue que estou agora e' mais tranquilo e melhor localizado, bem no meio do bairro go'tico.
E' impressionante como tem turistas nesta cidade. A moda e' ficar vermelho camarao na praia. E' esse o visual da garotada que entra e sai do(s) albergues.

Hoje esta' um pouco nublado mas nao menos quente.Vou passar a tarde com minha irma, depois irei para o Parc del Forum para o festival

Ontem assisti ao primeiro show do festival, na sala Apollo. O lugar e' pequeno e nao estava lotado. A banda Oslo Telescopic me surpreendeu Um post-punk dancante e divertido. Fiz algumas fotos , mas so' poderei coloca-as aqui depois.